terça-feira, 29 de agosto de 2017

Povo amazonense mostrou que ama o passado

2017 é definitivamente o ano da máquina do tempo, do retorno ao passado, aonde as pessoas estão numa louca ânsia de voltar ao passado. Tá certo que sabemos que o brasileiro como um todo possui uma gana enorme do passado; aliás, somos uma nação podre de tradicionalista. Mas elegerem para um segundo turno duas figuras fossilizadas é mais que supra-sumo do tradicionalismo, é caso de estudo psicológico.

Amazonino Mendes é uma das figuras políticas mais antigas do estado do Amazonas desde a redemocratização, tanto que há um sentimento de figura folclórica nele. O cara é famosíssimo pela sua forma popularesca e coronelista de fazer política, de ganhar popularidade doando madeira e telha pra quem vinha do interior do estado para a capital Manaus. É uma política cacareca e que se enquadra direitinho no que chamamos de compra de votos e de curral eleitoral, mas os nostálgicos de Amazonino vêem isso até hoje como ato de caridade, e o resultado é que os pais amam o cara até hoje, e os filhos deles que são meros seguidores dos pais votam também em Amazonino, e os filhos dos filhos deles também fazem o mesmo... e o resultado é que Amazonino vai ser eleito até morrer, porque idoso ele já está.